robinson14_ Mahmoud HjajAnadolu Agency via Getty Images_covax Mahmoud Hjaj/Anadolu Agency via Getty Images

Uma abordagem aos desafios globais centrada nos direitos humanos

DUBLIN – A pandemia da COVID-19 reformulou o mundo para milhões de pessoas. Ou, mais correctamente, a pandemia expôs e agravou desigualdades profundas entre raças, géneros e classes por todas as sociedades, e sublinhou a incapacidade de muitos sistemas políticos responderem de formas que protejam os direitos e a dignidade humana. O mundo não se reconstruirá depois da crise, nem terá qualquer hipótese de enfrentar ameaças existenciais mais vastas como as alterações climáticas, enquanto não conseguirmos instilar mais uma vez um sentimento de esperança na vida política e cívica.

Felizmente, na Declaração Universal dos Direitos Humanos já existe um roteiro para ajudar a humanidade a traçar um rumo em direcção ao futuro. A declaração, adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, é tão relevante hoje como o foi durante a devastação física e moral causada pela II Guerra Mundial.

O Artigo 1º da declaração enuncia uma verdade permanente com uma clareza estrondosa: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Para concretizarmos hoje esta visão, temos de forçar os líderes a ir além das palavras simpáticas e a comprometer-se com acções significativas, viáveis e mensuráveis. Em especial, precisam de garantir a distribuição global equitativa de vacinas contra a COVID-19 e de fornecer apoio financeiro adequado aos países mais vulneráveis à devastação causada pelas alterações climáticas.

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