Jaha Dukureh, a survivor of female genital mutilation and founder of Safe Hands for Girls Tom Williams/Getty Images

Dar poder às raparigas

WASHINGTON, DC – Na lotaria da vida, nascer mulher num país pobre constitui uma desvantagem dupla. As mulheres dos países pobres são o grupo demográfico que apresenta a maior incidência global de pobreza, juntamente com as piores condições de saúde, o menor acesso à educação, e a maior probabilidade de se ser vítima de violência.

A desigualdade de género – através da marginalização laboral e de salários inferiores – custa ao mundo uns impressionantes 15,5% do PIB. Ao negarem às mulheres oportunidades de desenvolver o seu potencial, as sociedades renunciam à sua contribuição. Mas a frustrante realidade é que pode ser difícil identificar soluções eficazes para abordar a desigualdade de género.

No posto mais extremo da escala da fragilização encontram-se os 30 milhões de raparigas que se considera estarem sob risco de mutilação genital feminina (MGF) durante a próxima década. O procedimento é quase universal na Somália, Guiné, Djibuti, Egipto, Eritreia, Mali, Serra Leoa, e Sudão. A Organização Mundial de Saúde alerta que as mulheres afectadas sofrem problemas de saúde no longo prazo, e taxas mais elevadas de mortalidade perinatal.

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