Amazon burning forest Brasil2/Getty Images

O destino sombrio da Amazónia

SÃO PAULO –No mês passado, um Brasil profundamente dividido foi às urnas para eleger o seu presidente. Confrontados com uma escolha entre Fernando Haddad, do partido dos Trabalhadores esquerdista e Jair Bolsonaro, da extrema-direita, os brasileiros escolheram o extremista –um resultado que terá consequências a longo prazo para o ambiente, entre outras coisas.

Com o sólido apoio dos 5% de brasileiros e proprietários de terras rurais mais ricos, Bolsonaro garantiu um apoio popular mais amplo, jogando com os preconceitos e medos das pessoas. Na sua campanha, ele dirigiu-se aos grupos vulneráveis e prometeu reduzir ou eliminar as proteções para minorias, mulheres e pobres. Enquanto isso, ele pretende aliviar as leis de armas restritivas do Brasil, alegando que ao permitir que os cidadãos andem armados, o crime diminuirá.

Quanto ao ambiente, os planos de Bolsonaro podem ser resumidos numa palavra: exploração. Para começar, ele quer reduzir ou eliminar as proteções ambientais na Amazónia, a maior floresta tropical do mundo. E pretende reduzir substancialmente a proteção das terras indígenas que pertencem aos descendentes dos habitantes originais da Amazónia. Irá diminuir as restrições ambientais sobre o uso de pesticidas e sobre o licenciamento para o desenvolvimento de infraestruturas.

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