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Conseguirá David Malpass “triunfar” no Banco Mundial?

LONDRES – David Malpass assumiu o cargo de presidente do Banco Mundial e carrega consigo alguma bagagem pesada. Afinal, é a escolha do presidente norte-americano Donald Trump, suscitando o receio de que possa usar a posição para abrir uma nova frente na guerra comercial de Trump com a China, enfraquecer a liderança do Banco sobre as alterações climáticas e prejudicar o multilateralismo de uma forma mais ampla.

Nas reuniões da Primavera do Fundo Monetário Internacional - Banco Mundial a ter lugar esta semana, Malpass deverá abordar estas questões à cabeça. Não deverá ser avaliado pelo seu passado ou pelas suas ligações à administração Trump, mas pelas suas concretizações. Enquanto líder de uma instituição multilateral constituída por 189 membros e com um mandato para combater algumas das maiores injustiças do nosso tempo, desde a pobreza até à desigualdade extrema e ao aquecimento global, Malpass está a assumir um dos cargos mais importantes a nível mundial.

Independentemente das circunstâncias da sua nomeação, deve ser evitada a tentação de condenar Malpass sem antes proceder a uma avaliação justa. Os seus instintos anti-multilaterais podem ser exagerados. Enquanto alto funcionário do Departamento do Tesouro, ajudou a alcançar um aumento de capital de 13 mil milhões de dólares americanos para o Banco Mundial no ano passado. Além disso, sinalizou a intenção de manter a redução da pobreza no cerne da missão do Banco.

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