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O grande muro de igualdade da India

NOVA DELI – O ano passado foi um ponto de transição para as relações de género. O movimento #MeToo abalou instituições em todo o mundo, forçando inclusivamente homens poderosos a enfrentar o escrutínio público devido ao seu comportamento para com as mulheres. Porém, apesar da reacção patriarcal, o movimento não mostra sinais de abrandamento: no dia 1 de Janeiro, no Estado indiano de Kerala, cerca de cinco milhões de mulheres formaram uma corrente humana - ou "muro de mulheres" - que se estendeu por cerca de 643,74 km ao longo do Estado, para demonstrar o seu empenho na a luta pela igualdade de género.

Não se pode sobrestimar o poder simbólico do muro de mulheres que incluiu mais de um terço de toda a população feminina com mais de seis anos de idade do Estado de Kerala – ou seja, cerca de dois milhões de pessoas mais do que o previsto pelos organizadores. O evento contou com o apoio do governo do Estado, contudo, deve o seu sucesso ao envolvimento de uma variedade de grupos e de organizações, para não mencionar as mulheres que participaram a título próprio.

Estas mulheres vêm de todos os estratos sociais. Participaram médicas, advogadas, professoras, estudantes, freiras, trabalhadoras domésticas, trabalhadoras agrícolas, trabalhadoras assalariadas e donas de casa. Participaram hindus, muçulmanas e cristãs. Participaram mães com os seus bebés, jovens e mulheres idosas que mal conseguia estar de pé, tendo de apoiar-se noutras mulheres para o efeito. Em muitas zonas, houve também correntes de homens, que, do outro lado da rua, demonstravam a sua solidariedade para com as mulheres.

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  1. haass102_ATTAKENAREAFPGettyImages_iranianleaderimagebehindmissiles Atta Kenare/AFP/Getty Images

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    Richard N. Haass

    Forty years after the revolution that ousted the Shah, Iran’s unique political-religious system and government appears strong enough to withstand US pressure and to ride out the country's current economic difficulties. So how should the US minimize the risks to the region posed by the regime?

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