buiter18_ANDREW CABALLERO-REYNOLDSAFP via Getty Images_jeromepowell Andrew Caballero-Reynolds/AFP via Getty Images

A nova estratégia perigosa da Fed

NOVA IORQUE – No dia 27 de agosto, a Reserva Federal (Fed) dos EUA emitiu um comunicado à imprensa a resumir as atualizações dos seus objetivos a longo prazo e da estratégia de política monetária, e o presidente da Fed, Jerome Powell, discutiu as revisões de forma mais pormenorizada num discurso que fez mais tarde, no mesmo dia. Os dois documentos são uma coleção de erros do tipo I e do tipo II. Se a Fed quisesse prosseguir com a nova estratégia com determinação, poderia infligir danos económicos reais aos Estados Unidos e ao mundo.

Vamos começar com um pequeno erro de omissão. No seu discurso, Powell referiu-se aos objetivos da Fed estipulados pelo Congresso que visam um nível de emprego máximo e a estabilidade de preços – omitindo, como é a norma, o seu terceiro objetivo estipulado pelo Congresso das taxas de juro moderadas a longo prazo. A ferramenta óbvia para administrar as taxas a longo prazo é o controlo da curva de rendimentos, mas o Federal Open Market Committee (FOMC), responsável pela definição de medidas relacionadas com a política monetária, não menciona esse instrumento, mesmo no contexto da procura por um nível máximo de empregos e preços estáveis.

Mas o verdadeiro problema começa com a reinterpretação do FOMC de “emprego máximo”. O comunicado de imprensa afirma que a decisão política do comité será fundamentada pelas suas “avaliações das carências laborais em relação ao seu nível máximo”. A declaração de estratégia original do FOMC, adotada em 2012, referia-se a “divergências em relação ao seu nível máximo”.

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