davies75_XinhuaLiu Jie via Getty Images_USfederalreservecovid Xinhua/Liu Jie via Getty Images

Os riscos econômicos do Pandexit

EDIMBURGO – As pessoas têm usado “saída” como sufixo há cerca de uma década. O Grexit, referência a uma possível saída da Grécia da zona do euro, foi o primeiro caso. Italexit fez uma breve aparição, e foi recém-revivido pela direita italiana. Mas nenhum dos dois vingou. Muito menos o Frexit, a retirada unilateral da França da União Europeia. A política de extrema-direita Marine Le Pen flertou com a ideia no passado, mas depois a deixou passar. E o único candidato que defendia a saída na eleição presidencial de 2017, François Asselineau, teve apenas 0,9% dos votos.

Essas saídas parecem desanimar a maioria dos europeus continentais. Até aqui, só o Brexit aconteceu de fato, embora pesquisas no mês anterior ao referendo de junho de 2016 do Reino Unido mostrassem que mais eleitores franceses que britânicos estavam insatisfeitos com a UE, por uma margem de 61% a 48%.

Todas essas saídas potenciais e reais foram consideradas indesejáveis pela maioria dos economistas. Agora está em discussão outra que todos esperam que aconteça: a Pandexit. Esta palavra-valise feia encapsula a ideia otimista de que em breve podemos ter esperança de deixar a pandemia de covid-19 para trás e voltar a beijar conhecidos casuais (na bochecha, pelo menos) e nos enfiar como sardinhas em bondes e trens em cidades de Nova York a Tóquio.

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