soros112_Thierry MonasseGetty Images_lagardemichelvonderleyenEUfinance Thierry Monasse/Getty Images

A UE deveria emitir títulos de dívida perpétuos

NOVA IORQUE – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que a Europa precisará de cerca de 1 bilião de euros (1,1 biliões de dólares) para combater a pandemia de COVID-19. Esse dinheiro poderia ser usado para garantir um Fundo Europeu de Recuperação. Mas de onde virá o dinheiro?

Proponho que a União Europeia angarie o dinheiro necessário para o Fundo de Recuperação através da venda de “títulos perpétuos”, sobre os quais o capital do empréstimo não precisa de ser reembolsado (embora eles possam ser comprados novamente ou reembolsados a critério do emissor). A autorização desta questão deveria ser a primeira prioridade da próxima cimeira do Conselho Europeu, que terá lugar no dia 23 de abril.

Seria, obviamente, inédito para a UE emitir títulos de dívida perpétuos, principalmente numa quantia tão elevada. Mas já houve outros governos que recorreram a títulos de dívida perpétuos no passado. O exemplo mais conhecido é o da Grã-Bretanha, que usou títulos consolidados (Consols) para financiar as Guerras Napoleónicas e títulos de guerra para financiar a Primeira Guerra Mundial. Essas emissões de títulos foram negociadas em Londres até 2015, quando ambos foram reembolsados. Na década de 1870, o Congresso dos EUA autorizou o Tesouro a emitir Consols para consolidar títulos já existentes e eles foram emitidos nos anos subsequentes.

We hope you're enjoying Project Syndicate.

To continue reading, subscribe now.

Subscribe

or

Register for FREE to access two premium articles per month.

Register

https://prosyn.org/JpRrbTApt