willems4_YASINAKGULAFPGettyImages_candlevigilwithkhashoggiposter Yasin Akgul/AFP/Getty Images

Justiça para os jornalistas

AMESTERDÃO – Já se passaram mais de oito meses desde que Jamal Khashoggi, um proeminente jornalista saudita e crítico do governo do seu país de origem que vivia em autoexílio, foi torturado, assassinado e desmembrado dentro do consulado saudita em Istambul. Uma vez que os sauditas fizeram de tudo para ocultar a verdade sobre o destino de Khashoggi, a Turquia lançou uma investigação. Como esperado, não advieram daí grandes desenvolvimentos.

A Turquia não é um país defensor credível da liberdade de imprensa: em 2018, mais de 80 jornalistas no país receberam longas penas de prisão ou multas pelos seus trabalhos. Mas mesmo que a indignação do governo turco em relação ao assassinato de Khashoggi tenha sido exagerada para obter ganhos diplomáticos, o sistema judicial turco cumpriu as suas obrigações internacionais para investigar.

A Arábia Saudita, pelo contrário, está a desrespeitar totalmente as suas obrigações nesse campo. Sob pressão internacional, o reino está a realizar audiências para 11 suspeitos. Mas, de acordo com Agnes Callamard, a relatora especial das Nações Unidas sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias, essas audiências secretas, à porta fechada, estão mais viradas para manter as aparências do que para garantir a justiça.

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