Drones flying over Honolulu cityscape, Hawaii, United States Colin Anderson/Getty Images

Voos de extravagância não-tripulada

BOSTON – Poucos equipamentos modernos têm provocado mais excitação que o drone. Embora os veículos aéreos não-tripulados (VAN) e não-militares tenham sido inicialmente comercializados como aparelhos puramente recreativos, não demorou muito até que os empreendedores e os gigantes industriais aproveitassem as possibilidades infinitas que oferecem. Espera-se que as vendas anuais, nos Estados Unidos, atinjam os sete milhões de unidades em 2020, e muitos prevêem já um futuro em que os drones reconfiguram as nossas cidades, através da entrega remota de mercadorias, da vigilância aérea, ou de aplicações ainda não previstas.

Contudo, há uma possibilidade que cativou o nosso imaginário colectivo mais do que qualquer outra: a ideia de que em breve os drones poderão servir para o transporte em massa de pessoas pelas cidades. Será possível que, um dia, carros voadores possam ir buscar-nos aos nossos jardins e pousar-nos delicadamente à entrada do cinema ou do nosso restaurante favorito?

Antes de saudarmos mentalmente o próximo táxi aéreo, consideremos o que na verdade significaria se os céus se enchessem de enxames de helicópteros em miniatura, que transportassem pessoas para o seu próximo destino. Embora os drones tenham muitas utilizações importantes no futuro, não acredito que transportar pessoas pelas cidades seja, ou deva ser, uma delas.

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