China's solar energy panel Kevin Frayer/Getty Images

A revolução das energias renováveis da China

PEQUIM – No início de 2017, a China anunciou que iria investir 360 mil milhões de dólares em energias renováveis até 2020 e anular os projectos de construção de 85 centrais alimentadas a carvão. Em Março, as autoridades chinesas informaram que o país já estava a exceder as metas estabelecidas oficialmente para a eficiência energética, o teor de carbono e a quota de fontes de energia limpas. Além disso, no mês passado, a entidade reguladora da energia da China, National Energy Administration, lançou novas medidas para reduzir a dependência do país em relação ao carvão.

Estes são apenas os últimos indicadores de que a China está no centro de uma transformação energética global, que está a ser impulsionada pela renovação tecnológica e pela redução do custo das energias renováveis. No entanto, a China não está só a investir em energias renováveis e na supressão gradual do carvão. Também é responsável por uma crescente parcela da procura de energia a nível mundial, o que significa que a transição contínua da sua economia rumo ao crescimento liderado pelos serviços e pelo consumo irá remodelar o sector dos recursos em todo o mundo.

Simultaneamente, um conjunto de outros factores assegura a redução do consumo global de recursos, incluindo o aumento da eficiência energética em edifícios residenciais, industriais e comerciais, bem como a diminuição da procura de energia no sector dos transportes, devido à proliferação de veículos autónomos e ao transporte solidário.

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