Revolução no Vazio

MADRID - A Guerra Fria pode ter acabado, mas a rivalidade entre as superpotências está de volta. Como consequência, a capacidade da comunidade internacional para se unir perante os grandes desafios globais continua tão deficitária como sempre.

Este facto é mais evidente na Síria do que em qualquer outro lugar. O que era suposto ser um esforço coordenado para proteger os civis da repressão impiedosa e para promover uma transição pacífica - o plano desenvolvido pelo antigo Secretário-Geral Das nações Unidas, Kofi Annan - degenerou numa guerra por procuração entre os Estados Unidos e a Rússia.

Os líderes da Rússia (e da China) procuram manter um sistema internacional que depende da soberania incondicional dos Estados e rejeita o direito de ingerência humanitário, de inspiração ocidental. Receosos de que as rebeliões árabes radicalizem as suas próprias minorias reprimidas, recusam-se a permitir que o Conselho de Segurança das Nações Unidas seja utilizado para promover mudanças revolucionárias no mundo árabe. E a Síria, o último posto avançado russo da Guerra Fria, constitui uma vantagem para o Kremlin, que tudo fará para a manter.

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