A Miopia Vertical da Europa

MUNIQUE – O estadista Francês Georges Clemenceau fez uma declaração que ficou famosa: “Os generais travam sempre a última guerra”. Hoje, no rescaldo da crise do euro, o mesmo pode ser dito da União Europeia, ao procurar colocar-se numa posição institucional mais estável.

A UE está a sofrer mudanças fundamentais, muitas das quais passaram grandemente despercebidas, devido à enorme atenção nas reformas verticais de grande dimensão. Os funcionários parecem não reconhecer a mudança a não ser que esta tome a forma de Eurobonds, de novos tratados Europeus, ou de inversões políticas da Chanceler Alemã Angela Merkel. Mas os pequenos passos guiados por mecanismos de mercado têm um impacto forte.

A obsessão da Europa com as reformas verticais tem raízes nas análises prevalecentes sobre as causas da crise do euro. A maioria das pessoas na Alemanha, nos Países Baixos, e na Finlândia culpam os gastos públicos excessivos e a regulação desadequada em países como a Grécia, a Espanha e o Chipre pela desestabilização da zona euro e, por sua vez, da UE.

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