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A UE tem de avançar em Glasgow

COPENHAGA – O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, pode não agradar a todos – principalmente aos líderes da União Europeia afastados pelo Brexit. Mas o Reino Unido irá realizar a última ronda de negociações mundiais sobre o clima, a COP26, em Glasgow no mês que vem, por isso a UE tem de deixar de lado os seus problemas com Johnson e ir pronta para trabalhar.

Até agora, a história das negociações mundiais sobre o clima, realizadas no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, é uma fábula de duas cidades europeias: Copenhaga e Paris.

Em 2009, os líderes mundiais e respetivos negociadores dos seus países reuniram-se em Copenhaga para concluir um tratado abrangente que comprometeria o mundo inteiro com ações de longo alcance para prevenir os piores estragos do aquecimento global. Isso não aconteceu. Muitos dos grandes intervenientes (e emissores) chegaram sem nenhuma proposta viável para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e os líderes da UE deram por si a passar o tempo enquanto os Estados Unidos, a China e a Índia elaboravam um acordo não vinculativo que deixou muitos problemas por resolver. Os representantes dos países mais vulneráveis ​​observavam com desespero enquanto os seus interesses eram, mais uma vez, postos de lado.

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