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Será o desenvolvimento verde um oximoro?

CAMBRIDGE – Suponha que é um decisor político numa economia em desenvolvimento. O rendimento per capita do seu país é uma fracção do dos Estados Unidos, da Europa Ocidental ou do Japão. A sua economia cresceu durante os últimos 30 anos, mas o mesmo aconteceu com as mais ricas, o que significa que o diferencial de rendimento praticamente não se alterou. Os seus jovens estão impacientes e sonham em abandonar o país, muitas vezes com grandes riscos pessoais, à procura de uma vida melhor.

Agora dizem-lhe que por causa do dióxido de carbono, principalmente emitido pelas economias avançadas, o seu país terá de adaptar-se a um clima em mudança e de restringir as emissões de CO2, o que encarecerá a energia e dificultará o progresso económico. Deveria menosprezar os problemas ecológicos e concentrar-se unicamente no desenvolvimento nacional?

Não, não deveria. A razão para tal é que a descarbonização vai transformar os padrões globais de produção e comércio de uma forma tão radical, que é expectável o aparecimento de novas oportunidades de crescimento para os países esclarecidos no Sul Global. A sua meta não deveria ser impedir o aquecimento global através de restrições às emissões nacionais, mas antes criar um caminho para si próprios numa economia mundial que se converte rapidamente à ecologia.

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