Em favor dos académicos apologistas da raposa

PRINCETON – Vivemos num mundo complicado e, por isso, somos obrigados a simplificá-lo. Categorizamos as pessoas que nos rodeiam como amigos ou inimigos, classificamos os seus motivos como bons ou maus e atribuímos eventos com raízes complexas a causas simples. Estes atalhos ajudam-nos a navegar pelas complexidades da nossa existência social. Ajudam-nos a formar expectativas sobre as consequências das nossas acções e das acções dos outros, facilitando, assim, a tomada de decisão.

Porém, tendo em conta que são simplificações, estes “modelos mentais” estão necessariamente errados. Podem servir para nos orientar nos desafios diários, mas deixam de fora muitos detalhes e poderão virar-se contra nós quando nos encontrarmos perante um contexto em que as nossas categorizações e explicações pré-concebidas não se enquadrem tão bem. A expressão “choque cultural” refere-se a situações nas quais as nossas expectativas sobre o comportamento das pessoas se revelam de tal forma erradas que ficamos abalados pela experiência.

No entanto, sem estes atalhos ficaríamos perdidos ou paralisados. Não temos nem a capacidade mental, nem o entendimento para decifrar toda a teia de relações de causa e efeito na nossa existência social. Assim, os comportamentos e reacções que temos no dia-a-dia assentam em modelos mentais incompletos, e, ocasionalmente, enganosos.

To continue reading, please log in or enter your email address.

To access our archive, please log in or register now and read two articles from our archive every month for free. For unlimited access to our archive, as well as to the unrivaled analysis of PS On Point, subscribe now.

required

By proceeding, you agree to our Terms of Service and Privacy Policy, which describes the personal data we collect and how we use it.

Log in

http://prosyn.org/8ep8qWx/pt;

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.