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O novo ano velho

NOVA IORQUE – Qualquer retrospecção que se efectuasse ao ano de 2012, iria focar necessariamente três partes do mundo: a zona euro, com as suas intermináveis incertezas financeiras; o Médio Oriente, com as suas várias convulsões sociais, incluindo (mas não se limitando a) o acesso da Irmandade Muçulmana ao poder no Egipto e a guerra civil selvagem na Síria, que já ceifou mais de 60 mil vidas; e a região Ásia-Pacífico, com o seu crescente nacionalismo e tensões políticas após décadas a ser definida quase que exclusivamente por um crescimento económico extraordinário, no meio de uma calma política considerável.

Mas quais são as questões que irão dominar 2013? Em grande parte, como os franceses gostam de dizer, plus ça change, plus c’est la même chose. Assim, podemos prever com segurança uma dificuldade contínua em toda a Europa, enquanto os países do Sul, em particular, lutam para reduzir a despesa pública, a fim de alinharem as suas políticas fiscais com a real capacidade económica.

O que pode ser diferente este ano é o facto de que a França, em vez da Grécia e de Espanha, poderá bem estar no centro da tempestade. Isto levantará questões fundamentais, até mesmo existenciais, à Alemanha, a outra metade de um tandem que tem estado no centro do projecto europeu desde a Segunda Guerra Mundial. A probabilidade de que a Europa, como um todo, irá sentir um pequeno crescimento económico, ou quem sabe nenhum, tornará tudo mais difícil aos representantes dos governos, dos bancos e das instituições regionais.

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