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Estará a Europa livre de perigo?

HONOLULU – A crise da zona euro acabou, ou é isso que nos estão a tentar vender. Mas será que um par de trimestres de crescimento económico consegue apoiar as pretensões de uma recuperação?

Não há dúvida que as perspectivas para a Europa melhoraram desde o início de 2012. Dez países da zona euro tinham acabado de ser desprestigiados pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. A actividade económica estava numa espiral descendente, enquanto os investidores nervosos fugiam dos bancos do Sul da Europa. O governo espanhol estava prestes a nacionalizar o Bankia, o quarto maior banco do país, mas não poderia dizer onde iria obter os fundos para recapitalizá-lo. As taxas de juro das obrigações governamentais subiram em flecha.

Na Grécia, entretanto, as eleições aproximavam-se, entre receios de que o novo governo rejeitaria o acordo de financiamento do país com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Nessa altura, o país poderia ver-se obrigado a sair da zona euro.

E o que aconteceu na Grécia não ficaria na Grécia. A partir do momento em que o processo da saída do euro começou, não havia maneira de dizer quando é que iria acabar. O sentimento geral era de que a moeda única estava condenada.