Matthew Petroff/Wikimedia Commons

Criando uma Sociedade de Aprendizagem

NOVA IORQUE – Os cidadãos dos países mais ricos do mundo pensam hoje nas suas economias como sendo baseadas na inovação. Mas a inovação faz parte da economia do mundo desenvolvido há mais de dois séculos. De facto, durante milhares de anos, até à Revolução Industrial, os rendimentos estagnaram. De seguida, o rendimento per capita disparou, aumentando ano após ano, interrompido apenas pelos efeitos ocasionais de flutuações cíclicas.

O economista laureado com o Nobel Robert Solow observou há cerca de 60 anos que o aumento dos rendimentos deveria ser largamente atribuído não à acumulação de capital, mas ao progresso tecnológico – a aprender a fazer as coisas melhor. Embora parte do aumento de produtividade reflicta o impacto de descobertas importantes, uma grande parte foi devida a pequenas mudanças incrementais. E, se for esse o caso, faz sentido que centremos a atenção em como as sociedades aprenderam, e o que pode ser feito para promover a aprendizagem – incluindo aprender a aprender.

Há um século atrás, o economista e cientista político Joseph Schumpeter argumentou que a virtude fundamental de uma economia de mercado era a sua capacidade de inovar. Ele observou que o foco tradicional dos economistas em mercados competitivos estava mal posicionado; o que importava era a concorrência para o mercado, e não a concorrência no mercado. A concorrência para o mercado conduzia à inovação. Uma sucessão de monopolistas conduziria, nessa visão, a padrões de vida mais elevados no longo prazo.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.


Log in;
  1. China corruption Isaac Lawrence/Getty Images

    The Next Battle in China’s War on Corruption

    • Chinese President Xi Jinping knows well the threat that corruption poses to the authority of the Communist Party of China and the state it controls. 
    • But moving beyond Xi's anti-corruption purge to build robust and lasting anti-graft institutions will not be easy, owing to enduring opportunities for bureaucratic capture.
  2. Italy unemployed demonstration SalvatoreEsposito/Barcroftimages / Barcroft Media via Getty Images

    Putting Europe’s Long-Term Unemployed Back to Work

    Across the European Union, millions of people who are willing and able to work have been unemployed for a year or longer, at great cost to social cohesion and political stability. If the EU is serious about stopping the rise of populism, it will need to do more to ensure that labor markets are working for everyone.

  3. Latin America market Federico Parra/Getty Images

    A Belt and Road for the Americas?

    In a time of global uncertainty, a vision of “made in the Americas” prosperity provides a unifying agenda for the continent. If implemented, the US could reassert its historical leadership among a group of countries that share its fundamental values, as well as an interest in inclusive economic growth and rising living standards.

  4. Startup office Mladlen Antonov/Getty Images

    How Best to Promote Research and Development

    Clearly, there is something appealing about a start-up-based innovation strategy: it feels democratic, accessible, and so California. But it is definitely not the only way to boost research and development, or even the main way, and it is certainly not the way most major innovations in the US came about during the twentieth century.

  5. Trump Trade speech Bill Pugliano/Getty Images .

    Preparing for the Trump Trade Wars

    In the first 11 months of his presidency, Donald Trump has failed to back up his words – or tweets – with action on a variety of fronts. But the rest of the world's governments, and particularly those in Asia and Europe, would be mistaken to assume that he won't follow through on his promised "America First" trade agenda.