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Um "Talvez" da Europa para a Palestina

MADRID – Na noite de segunda-feira, a Autoridade Palestiniana apresentou uma proposta de resolução à Assembleia Geral das Nações Unidas. Caso seja aprovada a proposta, o estatuto a da Palestina será alterado de "entidade observadora" para "Estado observador não-membro" na Assembleia Geral das Nações Unidas. O voto favorável da proposta poderia alterar o panorama das negociações bilaterais entre Israel e a Autoridade Palestiniana.

A votação surge após os actos de violência registados recentemente em Gaza terem aparentemente dado o golpe de misericórdiaa qualquer oportunidade real de negociações profícuas para resolver um conflito que continua a ser a chave para o futuro de toda a região. Neste contexto, são muitos os factores que influenciarão a decisão da Assembleia Geral, sendo a posição da União Europeia um dos mais significativos.

Apesar de os países da UE não terem conseguido chegar a um consenso, é provável que o voto europeu não dificulte a adopção da resolução que tornaria a Palestina no segundo Estado a adquirir o estatuto de Estado observador não-membro, depois da Santa Sé.

Ao contrário do processo de determinação da plena adesão à ONU, a atribuição do estatuto de Estado observador apenas necessita de uma maioria simples na Assembleia Geral, sem necessidade de se recorrer ao Conselho de Segurança da ONU. Tendo em conta que 132 membros da ONU já reconhecem o Estado da Palestina, é provável que o voto seja favorável.