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Uma perspectiva de género para a COVID-19

NOVA IORQUE – Quando as pandemias atacam, os líderes mundiais e os responsáveis de saúde têm de adaptar-se rapidamente à ameaça iminente. Frequentemente, o último factor que ponderam (quando o ponderam) é o género.

Por defendermos a saúde e os direitos das raparigas e das mulheres, ouvimos repetidamente as mesmas desculpas: “o género não é prioritário neste momento”, dizem os líderes. “Talvez quando as coisas acalmarem”, afirmam. “Não é o momento”, insistem. Se quisermos explorar as respostas mais eficazes à COVID-19 – ou a qualquer emergência de saúde – isto terá de mudar.

As raparigas e as mulheres vivenciam os surtos de forma diferente dos rapazes e dos homens. Uma perspectiva de género salientará os riscos e as vulnerabilidades específicas enfrentados pelas raparigas e pelas mulheres e devidos a desigualdades enraizadas e aos papéis tradicionais de género. E os factos evidenciados por uma tal perspectiva podem salvar vidas e garantir que ninguém fica para trás nas nossas respostas a emergências.

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