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Conceber vacinas para pessoas e não para lucros

LONDRES – Anúncios recentes de uma eficácia demonstrada em ensaios com vacinas contra a COVID-19 trouxeram a esperança de que se avistaria um regresso à normalidade. Os dados preliminares sobre as novas vacinas de mRNA da Pfizer/BioNTech e da Moderna são altamente encorajadores, e sugerem que esteja próxima a sua aprovação para utilização de emergência. E mais notícias recentes de eficácia (se bem que a uma taxa ligeiramente inferior) sobre uma vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford alimentaram o optimismo de estarem na calha ainda mais avanços.

Em teoria, a chegada de uma vacina segura e eficaz representaria o início do fim da pandemia da COVID-19. Na realidade, nem sequer chegámos ao fim do início de conseguirmos o que é necessário: uma “vacina para as pessoas” que seja distribuída de forma justa e disponibilizada gratuitamente a todos os que dela necessitem.

Na verdade, a tarefa de criar vacinas numa questão de meses merece elogios. A humanidade deu um monumental passo tecnológico em frente. Mas o ponto de partida foram décadas de um imenso investimento público na investigação e no desenvolvimento.

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