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A lógica política dos erros estratégicos da China

CLAREMONT, CALIFÓRNIA – Algumas das políticas recentes do governo chinês parecem fazer pouco sentido prático, sendo a sua decisão de impor uma lei de segurança nacional a Hong Kong um excelente exemplo. A promulgação apressada da lei com o carimbo do Congresso Nacional do Povo da China, a 30 de junho, encerra efetivamente o modelo de “um país, dois sistemas” que prevaleceu desde 1997, quando a cidade passou do domínio britânico para o chinês e as tensões entre a China e o Ocidente aumentaram acentuadamente.

O futuro de Hong Kong como centro financeiro internacional está agora seriamente ameaçado, ao passo que a resistência dos moradores determinados a defender a sua liberdade tornará a cidade ainda menos estável. Além disso, a última jogada da China ajudará os Estados Unidos a persuadir os aliados europeus vacilantes a unirem-se à sua coligação nascente contra a China. As consequências a longo prazo para a China serão, provavelmente, terríveis.

A ideia de os principais erros de cálculo das políticas da China serem uma consequência da concentração excessiva de poder nas mãos do presidente Xi Jinping é tentadora: o governo de um homem forte inibe o debate interno e torna mais provável a tomada de decisões erradas.  Este argumento não está necessariamente errado, mas omite uma razão mais importante para as políticas autodestrutivas do governo chinês: a mentalidade do Partido Comunista da China (PCC).

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