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Porque Falhou o Estímulo

NOVA DELHI – Duas crenças fundamentais têm conduzido a política económica mundial nos últimos anos. A primeira é que o mundo sofre de uma escassez da procura agregada relativamente à oferta; a segunda é que o estímulo monetário e fiscal irá colmatar essa lacuna.

É possível que o diagnóstico esteja correcto, mas que o remédio esteja errado? Isso explicaria porque é que progredimos tão pouco na retoma do crescimento para os níveis anteriores à crise. E sugere também que deveríamos repensar os nossos remédios.

Os altos níveis de desemprego involuntário nas economias avançadas sugerem que a procura esteja aquém da oferta potencial. Embora o desemprego seja significativamente mais elevado em sectores que tiveram uma grande expansão antes da crise, como o da construção nos Estados Unidos, a sua incidência é agora mais generalizada, dando força à ideia de ser necessária uma maior procura para o restabelecimento do pleno emprego.

Os legisladores recorreram inicialmente aos gastos governamentais e a baixas taxas de juro para impulsionar a procura. À medida que a dívida pública disparou e as taxas de juro centrais atingiram o fundo do poço, os bancos centrais focaram-se em políticas cada vez mais inovadoras para impulsionar a procura. Contudo, o crescimento continua dolorosamente lento. Porquê?