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A promessa da “Abenomia”

TÓQUIO - O programa do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, para a recuperação económica do seu país originou um aumento na confiança nacional. Mas até que ponto pode a “Abenomia” ser digna de crédito?

Curiosamente, um olhar atento sobre o desempenho do Japão durante a década passada dá pouca razão ao persistente sentimento baixista. Na verdade, em termos de crescimento do produto por cada trabalhador assalariado, o Japão tem feito um óptimo trabalho desde a viragem do século. Com uma mão-de-obra acanhada, o cálculo estandardizado para o Japão em 2012 - ou seja, antes da “Abenomia” - colocava o crescimento per trabalhador assalariado nos 3,08% ao ano. É um valor consideravelmente mais robusto do que o dos Estados Unidos, onde a produção por trabalhador cresceu apenas 0,37% no ano passado, e muito mais sólido do que o da Alemanha, onde diminuiu 0,25%.