Fighter in Afghanistan Fighter in Afghanistan/Pixabay

The Year Ahead 2016

Como vencer a Guerra contra o Terror

LIMA – Passaram 14 anos desde que o Presidente George W. Bush declarou uma “guerra global contra o terror”. Hoje, depois de gastar 1,6 biliões de dólares nessa guerra e de executar 101 líderes terroristas, desde Osama bin Laden até “Jihadi John”, o Ocidente permanece tão vulnerável, se não mais, a extremistas que podem recrutar combatentes e atacar qualquer capital Ocidental praticamente à vontade. Agora que também outro presidente, François Hollande da França, declarou guerra ao terror (como o fizeram outros líderes Europeus), serão mesmo melhores as perspectivas de vitória? Tenho as minhas dúvidas.

É tempo de considerar que a força dos nossos oponentes deriva, pelo menos de certa forma, de sentimentos parecidos com os que animaram a Guerra da Independência Americana e a Revolução Francesa: frustração com e afastamento do sistema prevalecente. Nas colónias Americanas de Inglaterra antes de 1776, e em França nos anos que levaram a 1789, as pessoas normais convenceram-se de que as suas vidas, bens, e negócios tinham sido sujeitos durante demasiado tempo à predação de governantes arbitrários. O mesmo distanciamento é sentido hoje em dia no Médio Oriente e no Norte de África.

Afinal, a Primavera Árabe começou quando um empresário Tunisino pobre, Mohamed Bouazizi, se imolou pelo fogo em Dezembro de 2010, em protesto contra a expropriação impiedosa do seu negócio. Cometeu suicídio, como o seu irmão Salem me contou numa entrevista gravada para a televisão pública Americana, pelo “direito dos pobres a comprar e a vender”.

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    • Now that Chinese President Xi Jinping has solidified his position as China’s most powerful leader since Mao Zedong, he will be able to pursue his vision of a China-led international order.

    • But if China wants to enjoy the benefits of regional or even global hegemony in the twenty-first century, it will have to prove itself ready to accept the responsibilities of leadership.
  2. Paul Manafort Alex Wong/Getty Images

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    When China Leads

    For the last 40 years, China has implemented a national strategy that, despite its many twists and turns, has produced the economic and political juggernaut we see today. It would be reckless to assume, as many still do in the US, Europe, and elsewhere, that China’s transition to global preeminence will somehow simply implode, under the weight of the political and economic contradictions they believe to be inherent to the Chinese model.