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Os EUA com o Irão na Síria

PRINCETON – A perspectiva de um ataque militar dos EUA na Síria perdeu força, após o Presidente Barack Obama ter abraçado uma iniciativa internacional para controlar o arsenal de armas químicas da Síria. A inversão de marcha, à última hora, na insistência para uma acção militar aconteceu num cenário de pressão diplomática crescente, por parte da comunidade internacional, para evitar a escalada da violência na Síria. E esse resultado não será possível sem o Irão.

Numa conferência de imprensa conjunta com o seu congénere Sírio, Walid al-Moallem, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Russo Sergey Lavrov apresentou uma proposta, originalmente discutida com o Irão, solicitando à Síria que “colocasse os locais de armazenamento de armas químicas sob controlo internacional.” Os arsenais seriam seguidamente destruídos e a Síria aderiria plenamente à Convenção Internacional sobre Armas Químicas. A segunda componente da proposta Russo-Iraniana apela a esforços internacionais, sob os auspícios do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para controlar as capacidades de armas químicas das forças rebeldes Sírias.

Moallem aceitou imediatamente a proposta. Horas mais tarde, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon fez o mesmo, enquanto Obama disse que “espero fervorosamente que isto possa ser resolvido de um modo não-militar.”

Esta iniciativa permitiria a Obama escapar de um complicado apuro político e de política externa. Mas o assunto está longe de estar resolvido: Obama não descartou um ataque militar. Por isso, aqui estão 12 motivos pelos quais a América deveria agarrar a oportunidade de resolução diplomática permitida pelo plano Russo-Iraniano.