10

Lições de uma tragédia grega

ATENAS – Uma visita à Grécia transmite muitas impressões vívidas. Há, evidentemente, a história rica do país, a abundância de locais arqueológicos, os céus azuis-celestes e os mares cristalinos. Mas há também a intensa pressão sob a qual a sociedade grega está agora a funcionar - e a extraordinária coragem com a qual os cidadãos comuns estão a lidar com o desastre económico.

Inevitavelmente, uma visita também levanta questões. Em particular, o que deveriam ter feito os governantes, de diferente, para enfrentarem a crise financeira do país?

Os erros políticos críticos foram os cometidos no início da crise. Já era claro no primeiro semestre de 2010, quando a Grécia perdeu o acesso aos mercados financeiros, que a dívida pública era insustentável. A dívida soberana do país deveria ter sido reestruturada sem demora.

Se a Grécia tivesse rapidamente amortizado dois terços da sua dívida, teria sido capaz de se livrar da sua esmagadora dívida pública elevada. Poderia ter usado uma parte da poupança de juros para recapitalizar os bancos. Poderia ter cortado impostos, em vez de criá-los. Poderia ter apostado no investimento e colocado novamente a sua economia em movimento, se não fosse numa questão de meses, então, com sorte, não esperaria mais de um ano.