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Alinhar o Ocidente por um mundo incerto

LONDRES –Em 2016, o Reino Unido tomou a decisão de peso de sair da União Europeia (UE), Donald Trump foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América e muitos países europeus continuaram a debater-se com desafios internos. A UE sente-se menos estável do que em qualquer outro momento da minha vida.

Há forças comuns que nos conduziram a este lugar perigoso, e é mais importante do que nunca que as democracias desenvolvidas se unam para fazer face a essas forças. Infelizmente, sucede exactamente o contrário. Justamente quando o Ocidente precisa de alinhamento entre os EUA, o Reino Unido, e a UE, as políticas nacionais estão a tentar dividi-lo.

A Europa enfrenta três grandes desafios. O primeiro é o Brexit, o maior evento da política britânica numa geração. Muitos pensam que a saída da UE é um erro; contudo, foi essa a decisão de mais de metade daqueles que votaram e, por conseguinte, agora temos de dar-lhe execução. Não será fácil. Traduzir a votação em política será como desactivar uma bomba: determinar quais os fios a cortar exigirá muito cuidado.

Se o governo da Primeira-Ministra Theresa May se concentrar no que realmente importa nas futuras negociações com a UE, poderemos estar cautelosamente optimistas de que regressará com bons resultados. A Europa tem um claro interesse económico em manter próximo o Reino Unido. Além disso, precisa das capacidades do Reino Unido em matéria diplomática, militar e de informações. O Reino Unido tem também uma forte relação com os EUA e continuará a ser uma parte importante do eixo de segurança transatlântica.