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Vida longa à Presidência Imperial?

CHICAGO – Um dos contrastes marcantes entre os governos Trump e Biden é o debate sobre se a presidência conquistou mais poder do que é compatível com o bem público. O mandato de Donald Trump foi acompanhado por um grande ruído de comentários argumentando que a presidência havia se tornado muito poderosa, permitindo que um louco ou déspota destruísse as liberdades dos americanos. Os críticos pediram ao Congresso e aos tribunais que se reafirmassem antes que o país caísse no autoritarismo.

Desde que Joe Biden assumiu o cargo, no entanto, os democratas nada fizeram para controlar a presidência – embora saibam que uma figura semelhante a Trump, ou o próprio Trump, pode suceder Biden. Em vez disso,  mudaram seu foco institucional para os direitos de voto.

Por que os democratas estão desperdiçando a oportunidade de reformar a presidência? Uma explicação é que os democratas não querem correr o risco de prejudicar seu presidente, especialmente porque o controle do Congresso pode escapar de suas mãos nas eleições de meio de mandato de 2022. Se os democratas perderem o controle da Câmara ou do Senado, o cumprimento de sua agenda política exigirá que eles adotem o forte poder presidencial que condenavam um ano atrás.

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