Trump climate announcement Brendan Smialowski/AFP/Getty Images

A América delinquente de Trump

NOVA IORQUE – Donald Trump arremessou uma granada de mão à arquitectura económica global, construída de forma tão meticulosa nos anos seguintes ao fim da II Guerra Mundial. A tentativa de destruição deste sistema de governação global baseado em regras, agora manifestada pela retirada dos Estados Unidos, por Trump, do acordo de Paris de 2015 sobre o clima, é só a última faceta do assalto do presidente dos EUA ao nosso sistema fundamental de valores e instituições.

O mundo está lentamente a aperceber-se da malevolência da agenda da administração Trump. Ele e a sua camarilha atacaram a imprensa dos EUA, uma instituição vital para a preservação das liberdades, direitos, e democracia dos americanos, como sendo “inimiga do povo”. Tentaram comprometer os alicerces do nosso conhecimento e das nossas convicções – a nossa epistemologia – rotulando de “falso” tudo o que desafie os seus objectivos e argumentos, chegando mesmo a rejeitar a ciência. As justificações fictícias de Trump para menosprezar o acordo de Paris sobre o clima são a prova mais recente deste facto.

Durante milénios, e até meados do século XVIII, as condições de vida permaneceram estagnadas. Os enormes aumentos no nível de vida dos dois séculos e meio posteriores foram sustentados pelo Iluminismo, com a sua aceitação do discurso fundamentado e da pesquisa científica.

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