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A proibição de viajar de Trump só beneficia a China

JOANESBURGO – Saturados pelo pânico do coronavírus, pelo folhetim da destituição do presidente dos EUA, Donald Trump, e pelas caóticas convenções do Partido Democrata no Iowa, poucos notaram o anúncio da administração Trump sobre o alargamento da sua controversa proibição de viajar de 2017 a mais seis países, incluindo quatro países em África. Esta é uma medida politicamente conveniente, que não contribuirá em nada para melhorar a segurança dos americanos, e que beneficiará um país que a própria Casa Branca de Trump descreve como “concorrente estratégico”.

A política original de Trump, anunciada em 2017, vedava a entrada nos Estados Unidos aos viajantes oriundos do Irão, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Síria, Venezuela e Iémen. A versão alargada proíbe as pessoas da Eritreia, do Quirguizistão, de Myanmar e da Nigéria de se candidatarem para viver e trabalhar nos EUA, e impede os sudaneses e tanzanianos de participar no Programa para a Diversidade dos Vistos, a lotaria anual de “green cards” criada para reforçar a imigração oriunda de países sub-representados.

A administração Trump afirmou que a proibição de 2017 foi necessária para proteger os americanos do terrorismo islâmico. A sua justificação para o alargamento da proibição reside em “deficiências na partilha de informações e em factores de risco para a segurança nacional”, tais como lapsos no rastreamento de suspeitos de terrorismo.

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