Por um Renascimento europeu

PARIS – Cidadãos da Europa, se tomo a liberdade de dirigir-me diretamente a vós, não é tão-somente em nome da história e dos valores que nos unem. É porque a situação é de urgência. Dentro de algumas semanas, as eleições europeias serão decisivas para o futuro do nosso continente.

Jamais desde a Segunda Guerra mundial afigurou-se tão necessária a Europa. Contudo, jamais a Europa esteve em situação tão perigosa. 

OBrexit é o símbolo desse perigo. Símbolo da crise da Europa, que não soube atender as necessidades de proteção dos povos face aos grandes choques do mundo contemporâneo. Símbolo, também, da armadilha europeia. Não é a pertença à União europeia a armadilha; são a mentira e a irresponsabilidade que a podem destruir. Quem disse a verdade aos Britânicos sobre o seu futuro após o Brexit? Que lhes falou da perda do acesso ao mercado europeu? Quem evocou os riscos para a paz na Irlanda com a volta à fronteira do passado? O recuo nacionalista nada propõe; apenas rejeita, não projeta. E esta armadilha ameaça toda a Europa: os exploradores da ira, sustentados pelas falsas informações, prometem mundos e fundos.

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