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A Importância de Doing Business

MADRID – Este mês, espera-se que um painel de críticos independentes publique as suas conclusões acerca do relatório Doing Business do Banco Mundial. Abundam especulações de que o painel poderá recomendar a terceirização do Doing Business, remover as suas classificações relativas à facilidade com que se realizam negócios em cada país, ou mesmo eliminar completamente o relatório.

Este desafio não é novo, na medida em que os poderosos accionistas do Banco Mundial têm tentado afundar o projecto desde o seu início em 2002. Agora a China, a segunda maior economia do mundo e cada vez mais influente no seio do Banco, procura adulterar o relatório eliminando, entre outras coisas, as classificações de países. (Este ano, o Doing Business classificou a China em 91º entre 185 economias nacionais examinadas.)

Mas eliminar ou restringir o Doing Business seria um erro grave e resultaria essencialmente numa precipitação de efeitos irreversíveis. A sua metodologia é em grande medida sólida, os seus propósitos são válidos, e as suas conclusões são úteis.

O relatório de 2013 inclui dados quantitativos agrupados em 11 conjuntos de indicadores, indo da facilidade em começar um negócio até à disponibilidade de crédito. Os dados são comparados entre economias e ao longo do tempo, de modo a classificar 185 países em dez categorias de regulamentação empresarial, tais como “Resolução de Situações de Insolvência” e “Comércio Transfronteiriço.” Opiniões de correspondentes à volta do mundo – mais de 9.600 este ano – influenciam as conclusões do relatório.