O Barril de Pólvora do Sinai

TEL AVIV – A crise na Península do Sinai parece ter sido ultrapassada pelo drama de domingo no Cairo. Mas o golpe civil do Presidente Egípcio Mohamed Morsi, em que este demitiu o General Mohamed Hussein Tantawi, líder do comando supremo do exército, não diminuiu a importância dos problemas da região.

No início deste mês, terroristas jihadi atacaram uma base militar Egípcia no Sinai, matando 16 soldados Egípcios. De seguida, sequestraram dois carros blindados de transporte de tropas e fugiram para a fronteira com Israel. Um dos veículos não conseguiu transpor o posto fronteiriço; o outro penetrou em território Israelita, antes de ser detido pelas Forças de Defesa de Israel (FDI). Em resposta, as forças militares e de segurança Egípcias lançaram uma ofensiva contra militantes Beduínos no Sinai, enquanto Morsi forçou o director do Serviço Geral de Informações a demitir-se e destituiu o governador do Sinai Setentrional.

Estes episódios sublinham a complexidade da variável paisagem geopolítica do Médio Oriente, a fragilidade da ordem política do Egipto pós-Mubarak, e o potencial explosivo do Sinai, que, embora escassamente povoado, inclui as fronteiras do Egipto com Israel e com o enclave Palestiniano de Gaza. Na verdade, desde que Hosni Mubarak foi deposto no ano passado, a segurança no Sinai deteriorou-se, e a região tornou-se terreno fértil para o extremismo Islâmico.

To continue reading, please log in or enter your email address.

To access our archive, please log in or register now and read two articles from our archive every month for free. For unlimited access to our archive, as well as to the unrivaled analysis of PS On Point, subscribe now.

required

By proceeding, you agree to our Terms of Service and Privacy Policy, which describes the personal data we collect and how we use it.

Log in

http://prosyn.org/TiAPAyg/pt;

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.