Paul Lachine

A Ofensiva de Paz que Falta a Israel

TEL AVIV – Mesmo antes de o último cessar-fogo ter iniciado, já era claro que o dilema enfrentado em Gaza por Israel implicava mais do que apenas desenvolver respostas militares ao desafio colocado pelo Hamas. A verdadeira questão consiste em saber se a liderança de Israel é capaz de usar ferramentas novas e não-militares, para abordar a raiva anti-Israelita que ganhou impulso em toda a região após a Primavera Árabe. E agora, na sequência da bem-sucedida candidatura Palestina ao estatuto de estado observador nas Nações Unidas, o problema de Israel tornou-se particularmente agudo.

Israel conduziu a recente operação com o Hamas num contexto regional que mudou dramaticamente desde a sua última incursão em Gaza, a “Operação Chumbo Fundido” de 2008. A ascensão de regimes Islamitas por todo o mundo Árabe, e a subsequente alteração de alianças regionais, aumentou o isolamento do estado Judeu. Potências regionais importantes como o Egipto, a Turquia e o Qatar apoiam agora um Hamas encorajado, cujos objectivos principais consistem em consolidar a sua legitimidade internacional acrescida e apoiar a Autoridade Palestiniana (AP) baseada na Cisjordânia.

Na verdade, Israel deixou-se cair numa armadilha estratégica, não apenas devido à Primavera Árabe, mas também aos seus próprios erros diplomáticos, e em particular à desintegração da sua aliança com a Turquia. Nenhuma manifestação de força militar poderá ajudar; apenas uma robusta diplomacia de paz poderia terminar o isolamento de Israel. Infelizmente, os líderes Israelitas são incapazes de invocar o necessário sentido de Estado para gerir o reajuste estratégico que está a acontecer na região.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/vPmjFXN/pt;