Paul Lachine

Uma morte em Galway

NOVA IORQUE – O caso de Savita Halappanavar, uma dentista indiana de 31 anos que foi viver, com o seu marido, para a Irlanda, continua a ecoar em todo o mundo. Halappanavar, uma futura mãe, morreu depois de os seus médicos, citando judicialmente a proibição legal do aborto na Irlanda, recusarem-se a remover o seu feto de 17 semanas, apesar de supostamente reconhecerem que o feto não era viável e de terem colocado Halappanavar na unidade de cuidados intensivos quando o seu estado se deteriorou.

Os activistas indianos estão indignados. “Embora não haja nenhuma única lei, específica para os homens, que afirme quando, onde ou como os cuidados médicos devem ser prestados, os governos promulgam leis que prescrevem, confundem e restringem o acesso da mulher aos serviços de um aborto seguro”, apontou Anjali Sen, directora, do Sul da Ásia, da Federação Internacional do Planeamento Familiar. “Os cuidados correctos e necessários podiam ter salvado a vida dela. É imperdoável que os médicos, em vez de desenvolverem esforços para salvá-la, assistiram à sua morte de braços cruzados”.

Halappanavar teve forte dores no dia 21 de Outubro. Ela estava a perder o bebé e, de acordo com o seu marido, pediu várias vezes a interrupção da gravidez após ter sido informada de que o feto não sobreviveria. Mas Halappanavar e o seu marido foram informados de que a Irlanda é um país católico e como o feto ainda tinha batimento cardíaco, o procedimento estava fora de questão. Halappanavar morreu de septicemia; a sua família acredita que este desfecho teria sido evitado se a interrupção da gravidez tivesse sido realizada.

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