Margaret Scott

O Lar Europeu da Grã-Bretanha

BRUXELAS - O tão aguardado discurso sobre a Europa, que o Primeiro-Ministro britânico, David Cameron, irá proferir na Holanda, poderá muito bem marcar um ponto de viragem em relação à posição da Grã-Bretanha na União Europeia. O mais certo é que qualquer tentativa por parte do Reino Unido de repatriar poderes para Westminster se torne numa negociação longa e complexa. Tal como o demonstra a experiência anterior, as discussões internas sobre as competências constitucionais - que são essencialmente uma contemplação do umbigo político - poderão distrair as atenções dos problemas mais prementes do crescimento económico e do emprego.

A tentativa de rever as partes principais do acervo comunitário (o corpo legislativo da UE) e de seleccionar os fragmentos que o Reino Unido aprova poderia abrir um precedente perigoso. Na verdade, esta situação poderia levar à existência de uma legislação fragmentária, à desintegração e, possivelmente, à dissolução da União Europeia. Por muito atraente que possa parecer, à superfície, a ideia da repatriação, esta implicaria procedimentos longos e complexos, sem qualquer garantia de um resultado favorável.

Em última análise, é claro que a decisão de repatriar competências ou de sair da UE cabe ao governo e aos cidadãos britânicos. Mas estou firmemente convicto de que é do interesse dos britânicos e da própria Europa que o Reino Unido seja membro de pleno direito. O mercado único beneficia grandemente a economia britânica e a UE continua a ser, de longe, o maior parceiro comercial do Reino Unido, representando cerca de 50% das exportações britânicas.

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