O Desmoronar dos BRICS

NOVA DELHI – Em 2001, quando Jim O’Neill da Goldman Sachs cunhou o acrónimo BRIC para referir-se ao Brasil, à Rússia, à Índia, e à China, o mundo alimentava grandes esperanças para as quatro economias emergentes, cujo PIB combinado se esperava que atingisse os 128,4 biliões de dólares então 2050, ofuscando o PIB da América projectado em 38,5 biliões de dólares. Quando os líderes dos quatro países se reunirem a 26 de Março na África do Sul – que se juntou às suas fileiras em 2010 – para a quinta cimeira dos BRICS, o seu progresso e potencial serão reavaliados.

Os anfitriões da cimeira definiram objectivos ambiciosos, reflectidos no tema da cimeira: “BRICS e África – uma parceria para o desenvolvimento, integração e industrialização.” Tentarão prosseguir interesses nacionais, desenvolver a agenda Africana, e realinhar a arquitectura financeira, política e comercial do mundo – uma agenda que inclui objectivos de cimeiras anteriores, ao mesmo tempo que reflecte o objectivo da África do Sul de aproveitar a sua filiação para beneficiar toda a África.

Mas, embora o reforço de laços com países Africanos possa parecer o tipo de assunto desenvolvimentista pragmático capaz de conseguir um consenso, as sementes da dúvida já começaram a ser semeadas. Lamido Sanusi, o governador do banco central da Nigéria, apelou aos Africanos para que reconheçam que “o seu romance com a China” ajudou a criar “uma nova forma de imperialismo.”.

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