A Tragédia Balcânica da Síria

BERLIM – As doutrinas pacifistas poderão afirmar o contrário, mas combinar a diplomacia com a ameaça da força militar é uma táctica altamente eficaz, como se viu agora na Síria. Foi a credibilidade da ameaça de intervenção militar pelos Estados Unidos que pareceu levar o Presidente Sírio Bashar al-Assad a aceitar um acordo mediado pelos seus principais aliados, a Rússia e, menos directamente, o Irão. Assad parece agora preparado para desistir das suas armas químicas em troca da sua permanência no poder. Mas o que acontecerá à credibilidade da América, e à do Ocidente, se o acordo não for respeitado?

O acordo conseguido pelos EUA e pela Rússia provocou um alívio geral na maior parte das capitais Ocidentais, onde os líderes políticos simplesmente não estão preparados para uma intervenção militar, mesmo que o governo da Síria esteja a assassinar o seu próprio povo com gás venenoso (a este respeito, o acordo equivale a uma confissão por parte de Assad). Depois de uma década de guerra no Afeganistão e no Iraque, o Ocidente preferiria ficar em casa; nem os EUA nem o Reino Unido – nem a maior parte dos outros membros da NATO – pretendem envolver-se num outro conflito no Médio Oriente que não pode ser resolvido.

Na verdade, só existem más opções para os EUA na Síria. A intervenção militar não tem um ponto final visível e apenas aumentaria o caos. Mas permanecer à margem produzirá quase o mesmo resultado e abalará dramaticamente a credibilidade da América numa região assolada pela crise, com consequências sérias para o futuro. Além disso, a utilização de armas químicas convida à escalada.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/21YFFx4/pt;
  1. Sean Gallup/Getty Images

    Angela Merkel’s Endgame?

    The collapse of coalition negotiations has left German Chancellor Angela Merkel facing a stark choice between forming a minority government or calling for a new election. But would a minority government necessarily be as bad as Germans have traditionally thought?

  2. Trump Trade speech Bill Pugliano/Getty Images .

    Preparing for the Trump Trade Wars

    In the first 11 months of his presidency, Donald Trump has failed to back up his words – or tweets – with action on a variety of fronts. But the rest of the world's governments, and particularly those in Asia and Europe, would be mistaken to assume that he won't follow through on his promised "America First" trade agenda.

  3. A GrabBike rider uses his mobile phone Bay Ismoyo/Getty Images

    The Platform Economy

    While developed countries in Europe, North America, and Asia are rapidly aging, emerging economies are predominantly youthful. Nigerian, Indonesian, and Vietnamese young people will shape global work trends at an increasingly rapid pace, bringing to bear their experience in dynamic informal markets on a tech-enabled gig economy.

  4. Trump Mario Tama/Getty Images

    Profiles in Discouragement

    One day, the United States will turn the page on Donald Trump. But, as Americans prepare to observe their Thanksgiving holiday, they should reflect that their country's culture and global standing will never recover fully from the wounds that his presidency is inflicting on them.

  5. Mugabe kisses Grace JEKESAI NJIKIZANA/AFP/Getty Images

    How Women Shape Coups

    In Zimbabwe, as in all coups, much behind-the-scenes plotting continues to take place in the aftermath of the military's overthrow of President Robert Mugabe. But who the eventual winners and losers are may depend, among other things, on the gender of the plotters.

  6. Oil barrels Ahmad Al-Rubaye/Getty Images

    The Abnormality of Oil

    At the 2017 Abu Dhabi Petroleum Exhibition and Conference, the consensus among industry executives was that oil prices will still be around $60 per barrel in November 2018. But there is evidence to suggest that the uptick in global growth and developments in Saudi Arabia will push the price as high as $80 in the meantime.

  7. Israeli soldier Menahem Kahana/Getty Images

    The Saudi Prince’s Dangerous War Games

    Saudi Arabia’s Crown Prince Mohammed bin Salman is working hard to consolidate power and establish his country as the Middle East’s only hegemon. But his efforts – which include an attempt to trigger a war between Israel and Hezbollah in Lebanon – increasingly look like the work of an immature gambler.