Margaret Scott

O impasse sectário da Síria

PRINCETON – o que começou na Síria por ser uma revolta contra um regime opressivo evoluiu para uma guerra civil sectária e, mais recentemente, para um conflito por procuração. No processo, a luta tornou-se cada vez mais complicada com agendas conflituosas entre os aliados, juntamente com as profundas tensões comunais, tornando a situação quase intratável.

De um lado, os Estados Unidos, a União Europeia, a Turquia, a Jordânia, a Arábia Saudita e o Qatar apoiam a oposição - uma confusão de facções armadas com diversas agendas e ideologias que vão desde a síria nacionalista à jihadista mundial. Esta desunião reflecte as fissuras que existem na sociedade síria, resultado de mais de quatro décadas de um regime autoritário violento.

Do outro lado, a Rússia e o Irão (e o seu procurador, o Hezbollah do Líbano), cada um pelas suas próprias razões, apoiam o regime do Presidente Bashar al-Assad. As motivações da Rússia estão ligadas ao legado da Guerra Fria. O regime de Assad tem adoptado constantemente uma postura anti-ocidental, alinhando-se com a União Soviética e mais tarde com a Rússia. Hoje, a Síria representa o único ponto de apoio que resta da Rússia no mundo árabe, enquanto todos os adversários regionais de Assad são aliados dos EUA.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/Anji7BS/pt;