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A Evolução da Devolução

CAMBRIDGE – Os Escoceses pronunciaram-se. Uma maioria sólida votou contra a independência, no seu histórico referendo do mês passado. Mas o debate deixou bem claro que uma maioria ainda mais expressiva apoia uma maior devolução do poder económico, social e político no Reino Unido. E os movimentos regionais noutras partes da Europa – e à volta do mundo – apresentam exigências similares.

A lógica da devolução é simples. A Escócia, por exemplo, pode não querer um governo maior ou menor do que o actual, mas quer uma proporção diferente entre impostos e despesa. Quer mais controlo local. A Lei da Escócia de 2012, com entrada em vigor agendada para 2016, é um adiantamento desta desejada autonomia. O Primeiro-Ministro David Cameron, sabendo para que lado sopra o vento, prometeu mais.

Mas se a devolução é boa para a Escócia, então porque não para Gales ou para a Irlanda do Norte? Porque não para a Inglaterra, já agora? Um equilíbrio em que os Escoceses votem leis Inglesas, mas em que os Ingleses não possam votar leis Escocesas, não permanecerá equilibrado durante muito tempo.

E porquê parar aí? Porque não a devolução para o Yorkshire, uma região com uma população igual à da Escócia e um movimento separatista activo, e para outras regiões Inglesas?