Congolese woman cleans an area of land to start to cultivate crops JOHN WESSELS/AFP/Getty Images

Igualdade financeira para as mulheres agricultoras de África

NAIROBI –Em todo o mundo, movimentos sociais como o #MeToo e o #TimesUp estão a inspirar conversações importantes sobre as práticas desiguais com as quais as mulheres se deparam há muito tempo, em todos os aspetos da sua vida. Em alguns casos, essas discussões conduziram a mudanças mensuráveis no modo como as mulheres são tratadas no local de trabalho, em casa e noutros lugares na sociedade.

Infelizmente, grande parte da atenção tem sido dada, até à data, às mulheres do Ocidente ou nas que vivem em zonas urbanas. As mulheres rurais, e principalmente as agricultoras pobres da África Subsariana, ainda não tiraram proveito do recente foco na igualdade de género. Mas para o fosso entre homens e mulheres de África poder ser fechado, os obstáculos específicos que as mulheres africanas enfrentam têm de fazer parte do diálogo mundial.

A África Subsariana está entre as regiões com maior desigualdade de género do mundo. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), as perceções, atitudes e os papéis de género históricoslimitam o acesso das mulheres aos cuidados de saúde e à educação, e conduzem a níveis desproporcionados de responsabilidade familiar, segregação laboral e violência sexual.

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