Strike in South Africa MARCO LONGARI/AFP/Getty Images

Um novo acordo para a África do Sul

CIDADE DO CABO - Decorreu um mês desde que Cyril Ramaphosa, o líder do Congresso Nacional Africano (ANC), substituiu Jacob Zuma na presidência da África do Sul. Ramaphosa, antigo protegido de Nelson Mandela, foi revigorou o país com a sua competência e compromisso face à transparência. Por esta razão, os sul-africanos têm motivo para estarem optimistas.

No entanto, embora a África do Sul tenha adoptado a via menos percorrida - contrariando a tendência global no sentido de populismo e autoritarismo - o país permanece numa encruzilhada. A partida de Zuma em nada contribuiu para resolver os desequilíbrios que estão a prejudicar a economia. Se a África do Sul quiser inverter efectivamente o rumo, é necessário resolver o problema da desigualdade; a maioria dos cidadãos do país deve acreditar que pode alcançar um futuro melhor.

Na África do Sul, a pobreza, a desigualdade e as questões étnicas sobrepõem-se, em prajuízo da maioria dos 57 milhões de habitantes do país. Com um rendimento per capita de 13 000 de dólares no ano passado (medido por paridade de poder de compra), a África do Sul é um país de rendimento médio semelhante ao Brasil, ai México e à Tailândia. Contudo, o valor indicado oculta um nível de desigualdade particularmente grave.

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