ngumbi3_FLORENT VERGNESAFP via Getty Images_soilafricafarm Florent Vergnes/AFP via Getty Images

Atribuir um preço ao solo

URBANA, ILLINOIS – No dia 5 de dezembro, o mundo assinalou o Dia Mundial dos Solo. O tema deste ano: “Parem com a erosão do solo, salvem o nosso futuro”, foi escolhido para consciencializar sobre os danos provocados nos solos em todo o mundo e iniciar o processo de reverter essa tendência. Mas como é que conseguimos que mais pessoas se preocupem com os solos?

Não há qualquer dúvida de que deveriam se preocupar. A importância do solo para a civilização humana não pode ser sobrestimada - está presente em tudo o que tocamos. Os solos saudáveis sustentam a agricultura, a produtividade agrícola e as economias nacionais. Desenvolvem alimentos saudáveis, reduzem as perdas de nutrientes nas vias navegáveis, reduzem as emissões de gases com efeito de estufa, aumentam a fixação do carbono e fortalecem a biodiversidade, e ao mesmo tempo permitem que as culturas façam face às alterações climáticas. Como tal, os solos deveriam ser vistos como um recurso natural, nacional e estratégico que tem de ser gerido com sabedoria.

No entanto, em todo o mundo, os solos estão a ficar desgastados, secos e degradados, devido ao mau uso da terra e práticas agrícolas intensivas que esgotam os nutrientes do solo. Outros fatores que contribuem para a saúde e a erosão dos solos incluem a desflorestação, o uso excessivo de fertilizantes nitrogenados e o sobrepastoreio. Em última instância, essas práticas literalmente extraem a vida dos solos.

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