Wally Gobetz/Flickr

Sequenciar um Vampiro

NEW HAVEN – A Tripanossomíase humana africana (THA) – também conhecida como doença do sono – tem atormentado, desde há muito, as populações da África Subsaariana. É uma infecção parasita, frequentemente fatal se não for tratada. E o tratamento é complexo, requerendo o tipo de pessoal médico altamente qualificado que dificilmente se encontra nas áreas afectadas. Os parasitas portadores da infecção – o Trypanosoma brucei gambiense na África central e ocidental e o T. b. rhodesiense na África oriental – são transmitidos pela picada de uma mosca tsé-tsé infectada (Glossina morsitans morsitan).

No início do século XX, epidemias de THA dizimavam populações em muitas regiões de África. Embora a triagem sistemática e o tratamento de milhões de pessoas tenham reduzido grandemente a transmissão da doença na década de 1930, o afrouxar desses esforços permitiu que a THA ressurgisse nas décadas de 1950 e 1960, atingindo níveis de epidemia no início da década de 1990. Uma campanha da Organização Mundial de Saúde conseguiu finalmente controlar a doença em 2008, ano em que apenas cerca de 10.000 pessoas a contraíram. Mas milhões permanecem em risco.

Claramente, as moscas tsé-tsé representam um sério perigo nas regiões que menos podem custear ou aceder a tratamento. E a ameaça não está limitada aos humanos. A tripanossomíase animal africana, ou nagana, é causada pelos parasitas Trypanosoma congolense, T. vivax, e T. brucei – todos eles transmitidos pela mosca tsé-tsé.

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