birth control Africa Jonathan Torgovnik/Getty Images

Falar sobre sexo no Gana

LABADI, GANA — A educação sexual e a saúde reprodutiva constituem uma questão política séria em muitos países ocidentais. Há eleições ganhas ou perdidas sobre temas como o aborto e os valores "familiares". No entanto, no Gana e em muitos outros países em desenvolvimento, o planeamento familiar é uma questão de vida e morte, especialmente para as mulheres jovens e adultas.

Há seis anos, quando eu era ainda uma adolescente a crescer num bairro da lata no sul do Gana, era normal ouvirem-se histórias de adolescentes que recorriam ao aborto; de raparigas de 14 anos que eram mães; e de homens de 18 anos que batiam nas suas namoradas pré-púberes porque se recusavam a lavar a roupa do seu parceiro. Ninguém numa posição de autoridade — como os pais ou os professores — parecia preocupado com o facto de as vítimas serem raparigas solteiras, frequentemente com idade inferior à "idade de consentimento".

Isto representava para mim o "normal". Muitas colegas abandonaram a escola após engravidarem. Outras morreram quando optaram por fazer um aborto em instalações sem licença.

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