O Global Zero na Zona Zero

MADRID – Desde o seu início, em Dezembro de 2008, o Global Zero - um movimento que preconiza um mundo isento de armas nucleares - tem-se deparado com alguns desafios consideráveis. Um deles tem a ver com a vontade das duas maiores potências nucleares, a Rússia e os Estados Unidos, de passarem de uma situação de redução de armas, conforme acordado no Novo Tratado START, à completa eliminação dos seus arsenais nucleares. Outros desafios prendem-se com a vontade das potências nucleares mais pequenas em pactuar com esta medida e com a determinação da possibilidade de serem colocados em prática sistemas fiáveis de inspecção, verificação e aplicação.

Mas estas questões não constituem o problema de fundo. Embora a Rússia e os EUA detenham cerca de 90% das ogivas nucleares a nível mundial, as suas capacidades nucleares são uma ameaça menor do que o perigo de proliferação. A abordagem do "Global Zero" deve focar-se neste receio de um rápido aumento do número de países com armas nucleares e não no delicado equilíbrio dos arsenais nucleares dos EUA e da Rússia. Com efeito, a abordagem das preocupações de segurança subjacentes que alimentam a concorrência nuclear em zonas de tensão a nível regional é mais importante para a credibilidade do objectivo do "Global Zero" - "um mundo isento de armas nucleares" - do que incentivar um comportamento exemplar por parte das duas maiores potências nucleares.

Afinal, a Coreia do Norte, a Índia, o Paquistão, o Irão e Israel poderão não ficar particularmente impressionados com a redução de uma quantidade demasiado excessiva para um número apenas ligeiramente excessivo de arsenais de armas nucleares nos EUA e na Rússia. Existe uma enorme falta de sincronia entre a melhoria (reconhecidamente qualificada) nas relações bilaterais das duas principais potências nucleares e as condições existentes nas regiões voláteis do mundo.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/pYEOI8u/pt;
  1. Patrick Kovarik/Getty Images

    The Summit of Climate Hopes

    Presidents, prime ministers, and policymakers gather in Paris today for the One Planet Summit. But with no senior US representative attending, is the 2015 Paris climate agreement still viable?

  2. Trump greets his supporters The Washington Post/Getty Images

    Populist Plutocracy and the Future of America

    • In the first year of his presidency, Donald Trump has consistently sold out the blue-collar, socially conservative whites who brought him to power, while pursuing policies to enrich his fellow plutocrats. 

    • Sooner or later, Trump's core supporters will wake up to this fact, so it is worth asking how far he might go to keep them on his side.
  3. Agents are bidding on at the auction of Leonardo da Vinci's 'Salvator Mundi' Eduardo Munoz Alvarez/Getty Images

    The Man Who Didn’t Save the World

    A Saudi prince has been revealed to be the buyer of Leonardo da Vinci's "Salvator Mundi," for which he spent $450.3 million. Had he given the money to the poor, as the subject of the painting instructed another rich man, he could have restored eyesight to nine million people, or enabled 13 million families to grow 50% more food.

  4.  An inside view of the 'AknRobotics' Anadolu Agency/Getty Images

    Two Myths About Automation

    While many people believe that technological progress and job destruction are accelerating dramatically, there is no evidence of either trend. In reality, total factor productivity, the best summary measure of the pace of technical change, has been stagnating since 2005 in the US and across the advanced-country world.

  5. A student shows a combo pictures of three dictators, Austrian born Hitler, Castro and Stalin with Viktor Orban Attila Kisbenedek/Getty Images

    The Hungarian Government’s Failed Campaign of Lies

    The Hungarian government has released the results of its "national consultation" on what it calls the "Soros Plan" to flood the country with Muslim migrants and refugees. But no such plan exists, only a taxpayer-funded propaganda campaign to help a corrupt administration deflect attention from its failure to fulfill Hungarians’ aspirations.

  6. Project Syndicate

    DEBATE: Should the Eurozone Impose Fiscal Union?

    French President Emmanuel Macron wants European leaders to appoint a eurozone finance minister as a way to ensure the single currency's long-term viability. But would it work, and, more fundamentally, is it necessary?

  7. The Year Ahead 2018

    The world’s leading thinkers and policymakers examine what’s come apart in the past year, and anticipate what will define the year ahead.

    Order now