Mohammed Abed/Getty Images

A Educação não pode Esperar

LONDRES – “Recordai o rosto do homem mais pobre e mais fraco que tenhais visto, e perguntai-vos se esta medida que considerais o ajudará de alguma forma”. Estas palavras, proferidas pelo Mahatma Gandhi em 1948, deveriam ser encaradas como um teste à nossa sinceridade, e um desafio à nossa complacência, quando pensamos no destino dos 30 milhões de crianças desalojadas dos seus lares por guerras civis e catástrofes naturais.

Em nenhuma altura desde 1945 as crises desenraizaram tantos rapazes e raparigas. Irão provavelmente gastar os seus anos de escolaridade sem entrar numa sala de aula, ficando os seus talentos por desenvolver e o seu potencial por libertar. Existem agora 75 milhões de jovens cuja educação foi interrompida por conflitos e crises. Porém, a urgência (e o direito internacional, que prevê a educação de todas as crianças desalojadas) não consegue suscitar a acção.

As crianças desalojadas terão maior probabilidade de se tornarem os trabalhadores mais jovens na fábrica, as noivas mais jovens no altar, e os soldados mais jovens nas trincheiras. Sem oportunidades, as crianças ficam vulneráveis aos extremistas e à radicalização. Todos os anos, perto de meio milhão de raparigas são vendidas e desaparecem.

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