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eichengreen129_XinhuaLiuJieviaGettyImages_fedreservechairmanthumbsup Xinhua/Liu Jie via Getty Images

Reflexões não convencionais sobre políticas monetárias não convencionais

KONSTANZ – As taxas de juro de referência dos bancos centrais dos países avançados encalharam em níveis desconfortavelmente baixos. E não de forma momentânea: há cada vez mais provas a sugerir que esta estranha condição deverá persistir. A inflação registada nos Estados Unidos, na Europa e no Japão continua aquém das metas oficiais. Há vários anos que os valores da taxa de juro “natural” e consistente com as condições económicas normais têm vindo a decrescer.

As estimativas para a taxa natural nos EUA colocam-na actualmente no intervalo entre 2,25% e 2,5% – por outras palavras, o mesmo intervalo onde se encontra a taxa de referência da Reserva Federal. Isto significa que a Fed tem pouca margem para aplicar restrições sem com isso falhar a sua meta para a inflação e comprometer o crescimento económico. E o que é verdade para a Fed é ainda mais verdade para o Banco Central Europeu e para o Banco do Japão.

Esta limitação do nível viável para as taxas de juro significa que, quando a próxima recessão atacar, os bancos centrais terão pouca margem para reduzi-las. É verdade que alguns membros mais criativos da comunidade dos bancos centrais têm feito experiências com as taxas de juro negativas. Mas as análises académicas a posteriori sugerem que as taxas negativas têm um efeito adverso sobre a rendibilidade dos bancos comerciais e que enfraquecem o sistema bancário. Daqui decorre que os responsáveis pelos bancos centrais que forem avessos ao risco tenham relutância em repetir essas experiências.

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